segunda-feira, 25 de maio de 2015

Como posso ter ideias para escrever meu livro


Palpites para ajudar a quem quer publicar uma nova história, mas não tem uma ideia em mente




Olá.

Antes do nosso post, queria contar que eu estou preparando um conteúdo muito legal e que logo, logo, em breve, estará no ar. Eu tenho certeza de que vocês irão gostar. Eu já gostei desde o início e a cada linha que eu escrevo fico mais convencido de que acertei na escolha. Só uma dica: o que vocês vão ler aqui vai inspirar muita gente. Aguardem.

Enquanto não acabo, vou entrar num assunto que não é propriamente o foco do blog, mas pelas constatações que tenho feito, acho que posso contribuir com meus cinco centavos: como começar a escrever um livro - basicamente, como ter uma ideia e transformar em uma publicação. Claro que, neste caso, estamos falando de ficção.

Essa é uma das perguntas que escritores iniciantes mais fazem. 

- Como eu posso ter uma ideia?

- O que eu faço para a ideia surgir?

- Quando a inspiração não vem, como eu me viro?

- Que nome dou a meu personagem?

- Quem é bom e quem é mau? Posso ter mais de um vilão?

E ao contrário do que possa parecer, dúvidas como essas são, sim, pertinentes. Mas para quem quer ser o novo best seller de ficção ou ver sua ideia publicada, inspiração e transpiração são fundamentais. Neste caso, uma dura verdade é que sem ideia você não tem um livro, pois se a ideia é o ponto central de uma nova publicação, sem ela, não tem história.

E aí o drama só existe se você for um mega escritor renomado de sucesso, cujo contrato exige dois livros por ano e sua mente exauriu.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Entenda a briga entre Google e artistas musicais

Capítulo 3 - Davi x Golias?

O dono do YouTube, e a Ubem, que representa editoras musicais, 
tentam mas não chegam a acordo sobre valores de direitos autorais

Olá.


Nos posts anteriores mostramos que os artistas estão lutando contra plataformas de streaming por melhor remuneração pelos direitos autorais no Brasil. A discussão ficou mais forte no país por causa de um artigo do empresário Carlos Tarum sobre o pagamento pelo Spotify, principal plataforma, em que levanta a questão ao destacar que os artistas vêem um baixo repasse a eles, enquanto a plataforma afirma que repassa 70% de sua receita para as gravadoras. Em paralelo, o Google buscou ajuda judicial para debater a questão do pagamento dos direitos autorais, ao não conseguir acordo com músicos.


O caso do Google - empresa que tem entre suas plataformas de conteúdo o Blogger, do qual faz uso este blog - é mais antigo e ainda não teve desfecho. O mais recente foi o pedido feito em meados de abril pelo Google para que a Justiça auxiliasse na discussão sobre o pagamento de direitos autorais.

Neste caso, o passo mais recente aconteceu na semana passada, quando a Justiça decidiu que todo músico tem direito a pedir, no Judiciário, a retirada de vídeos do YouTube que tenham canções de sua autoria, segundo informações do site Consultor Jurídico. A Ubem, no entanto, não poderá fazê-lo até que seja decidida a forma como a associação receberá do Google os direitos autorais referentes a seus filiados. Além disso, uma liminar retirou o sigilo judicial do processo.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

BNDES recebe propostas de projetos musicais e literários

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu na terça-feira, 12 de maio, inscrições para o segundo período de seleção de eventos música e de literatura, que serão realizados entre 1º de setembro e 28 de fevereiro próximos.

As propostas, segundo o banco, serão recebidas até o dia 12 de junho e os projetos selecionados devem ser divulgados em julho.

Segundo o BNDES, suas ações de patrocínio são voltadas a festivais, feiras e espetáculos musicais, especialmente música clássica e instrumental.

No campo literário, os recursos são direcionados para feiras, festas e eventos literários.

Para enviar as propostas, clique aqui.

E não deixe de conferir na aba "Empresas que abrem EDITAIS", lá em cima, a relação de companhias que abrem espaço para receber propostas de projetos culturais. Eventualmente esta lista é atualizada com novos nomes.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A importância do relacionamento com a imprensa - rádio (5)


A rádio enquanto mídia não deve ser desprezada, pois pode trazer surpresas positivas quando se pensa no alcance e no poder de informar que ela tem.

Um dos mais antigos veículos e de maior alcance, o rádio é democrático

Olá.

Companhia de boa parte das pessoas por boa parte do tempo, o meio de comunicação rádio possui proximidade e alcance inimagináveis. No carro, nos celulares, em casa, nos ambientes públicos, nos MP3 e aparelhos a pilha, a mídia rádio ainda é uma das mais eficientes formas de comunicação.

Há muito tempo, entretanto, a rádio (a partir de então, no feminino, ao se referir como mídia) vem perdendo valorização - seja pela chegada da internet, com suas múltiplas possibilidades, seja devido à preferência da televisão por parte da audiência e da publicidade.

Mas a rádio enquanto mídia não deve ser desprezada, pois pode trazer surpresas positivas quando se pensa no alcance e no poder de informar que ela tem. No Brasil, a primeira transmissão ocorreu em 1922 - portanto, próximo de completar 100 anos. A rádio (ou melhor, a radiodifusão) foi uma das principais formas de entretenimento e informação no país. 

Por sinal, foi a rádio que deu a base à TV, quando implantada no país, em 1950, fornecendo os artistas e parte dos modelos de programação da época. Basta lembrar que a Era de Ouro do Rádio se deu exatamente no período entre o surgimento e a década de 60 - quando a TV começou a se consolidar definitivamente.

terça-feira, 5 de maio de 2015

A origem de algumas músicas de abertura de programas de TV

Em muitos casos, as canções originais não são tão conhecidas do público e acabam sendo reconhecidas como "a música do programa tal"





Olá.

É muito comum ver pessoas se perguntando sobre a origem das vinhetas dos programas de TV. Em muitos casos, as canções instrumentais são compostas exclusivamente para as novas produções. Essas composições são registradas em nome das emissoras criadoras dos programas que irão ao ar.

Mas em alguns casos, nem sempre se consegue criar uma nova vinheta e algumas produções trazem na abertura e no encerramento trechos de canções que acabam trazendo uma certa familiaridade a alguns ouvidos. Em muitos casos, as canções originais não são tão conhecidas do público e acabam sendo reconhecidas como "a música do programa tal".

Essa prática é tão comum que até mesmo fabricantes de celulares entraram nessa onda. Veja abaixo alguns exemplos de vinhetas que surgiram de músicas já públicas. E se tiverem alguma correção ou sugestão, incluirei aqui sem medo.


Crise e patrocínio cultural

Crise vai dificultar acesso a patrocínio cultural, diz diretor do Cine Fest PE
Fonte: Agência Brasil - Alana Gandra


As dificuldades para conseguir patrocínio na área cultural no Brasil tendem a se agravar em um ano de crise econômica. A avaliação é do diretor do Cine Fest PE, Alfredo Bertini, em entrevista à Agência Brasil. “A gente está passando por um momento difícil, em função dessa crise econômica, que não se sabe o prazo de validade dela, mas no geral é muito difícil, ainda mais quando a gente não está nas áreas mais beneficiadas pelos patrocínios”, disse, destacando que, apesar da falta de recursos, continuará lutando.

A 19ª edição do Cine Fest PE foi aberta no sábado (2) e tem o patrocínio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura; do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); da Petrobras; do governo do estado de Pernambuco; da prefeitura de Recife; e da Ambev, além de instituições locais.

domingo, 3 de maio de 2015

Músicos x streaming: quem lidera as batalhas contra as plataformas

Capítulo 2 - quem está nessa guerra

Quem lidera a disputa entre artistas e streaming no Brasil.

Dois casos no exterior mostram que a vida das plataformas musicais talvez não seja tão fácil como se imagina


Ringue de boxe: analogia para as disputas entre artistas e plataformas musicais

Olá.

No primeiro post sobre a questão, introduzimos a pendenga entre artistas e empresas de streaming musical, tendo como ponto central a baixa remuneração por esses serviços, especialmente o Spotify. Destacamos que a discussão não está restrita apenas ao Brasil, mas sim em diversos países. Explicamos sucintamente o que é o serviço de streaming e quais são os principais serviços.

Vamos, agora, para o segundo capítulo do tema: quem lidera a disputa no Brasil. Veremos também dois casos no exterior que mostram que a vida das plataformas talvez não seja tão fácil como se imagina, a depender dos artistas.

Como vimos, um artigo do empresário Carlos Taram, pós -graduando da FGV, levantou a bola, ao afirmar que um dos maiores problemas dos serviços de streaming é a falta de transparência com relação aos valores pagos.

Em paralelo, o Google entrou com ação na Justiça brasileira contra o pagamento de direitos autorais - o que vamos abordar mais detidamente no próximo post.

Quem está do atuando ativamente lado dos de quem compõe, passa horas nos estúdios, cria melodias, ou seja, está totalmente e diretamente envolvido no processo criativo são basicamente três grupos: a Associação Procure Saber, o GAP - Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música e a União Brasileira de Músicos (UBEM).


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Músicos x streaming - uma luta nada fácil

Capítulo I

No Brasil e no mundo, a música digital vive um momento singular: enquanto a pirataria perde espaço para o download legal e o streaming, artistas lutam por uma remuneração que considerem mais justa.

Música no celular: streaming sob pressão de cantores e autores

Olá.


No Brasil e no mundo, a música digital vive um momento singular: enquanto a pirataria perde espaço para o download legal e o streaming, artistas lutam por uma remuneração que considerem mais justa. Nessa linha, cresce o debate sobre direitos autorais para músicos devido à adesão cada vez maior de pessoas a serviços de streaming. Uma luta nada fácil.

Um estudo do Centro de Inteligência Competitiva para Parques Tecnológicos, a pedido da Secretaria da Ciência e Tecnologia de Pernambuco, citou dados de um levantamento anual da International Federation of the Phonographic Industry, segundo os quais o mercado global da música registrou crescimento de receita totais em 2012 – que combinam vendas digitais e físicas – para  US$ 16,5 bilhões, sendo que downloads e assinaturas somaram quase US$ 6 bilhões.

Em paralelo, o estudo frisa a queda nas vendas físicas (CDs e DVDs, por exemplo). O ponto central, nesse contexto, é a discussão sobre a remuneração dos serviços de streaming a cantores e compositores. O tema não é novo, e nem exclusivo do Brasil, entretanto, por aqui a discussão ganhou força com a decisão do Google de recorrer à Justiça contra o pagamento de direitos autorais pela execução de músicas no YouTube

Em paralelo, o debate ganhou peso mesmo por causa do artigo "Precisamos conversar sobre streaming", de Carlos Taran, empresário de músicos, disponível no SlideShare (o documento encontra-se disponível no fim do post). 

Quem não está a par dessa discussão ou não entende nada das modernidades digitais, o blog pretende ajudar a "arrumar os pensamentos", "alinhar os cartuchos", numa série de posts sobre o tema, num momento em que segmentos culturais debatem novas formas de receita diante dos novos paradigmas de comunicação, entretenimento, informação e lazer.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Globo, 50 anos: a grande interrogação é a audiência

Bilionária, a TV Globo chega aos 50 anos ainda ostentando o título de líder de audiência, mas longe do patamar que se verificava em grande parte de sua trajetória. Uma coisa é clara: a audiência mudou, a Globo está consciente e tenta se antecipar a algo que ainda não é completamente conhecido.


50 anos depois de entrar no ar, a TV Globo enfrenta o desafio de manter-se relevante num cenário de profundas mudanças de hábitos

Olá.

A TV Globo é a maior produtora de conteúdo do país, a maior emissora de TV brasileira e uma das maiores do mundo e chega a seu cinquentenário com um acervo de produções que movimenta uma grande parte da cadeia do audiovisual, pauta toda a cobertura do mercado de mídia e carrega consigo uma cadeia de "filhotes" na TV paga e em outras frentes, que ajudam a formar o hoje lucrativo  Grupo Globo, com resultado líquido de R$ 2,35 bilhões e receitas superiores a R$ 16 bilhões.

Dados da própia Globo apontam a produção de 2.500 horas de entreteninento, 39% de share (participação no total de TVs ligadas), 130 títulos licenciados para mais de 170 países e o uso de 35 câmeras 4K, para produções em alta definição.

Bilionária, a TV Globo chega aos 50 anos ainda ostentando o título de líder de audiência, mas longe do patamar que se verificava em grande parte de sua trajetória. Por outro lado, especialistas do ramo creditam os ainda bons resultados à boa qualidade técnica e artística que a emissora sempre assegurou em suas produções. 

Em entrevista ao jornal Valor Econômico (acessível apenas para assinantes), os três filhos do jornalista Roberto Marinho, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto, fazem um balanço dos 50 anos da emissora e tentam projetar o futuro para a mídia TV e para a própria Globo, que tem sido cada vez mais difícil de se prever, dadas as novas tecnologias disruptivas que surgem a cada dia e mudam o modo de vida de milhões. Nela, os donos da emissora dão algumas pistas e indicam alguns cenários do que esperam para os próximos anos.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Xuxa S/A 2.0

Xuxa é uma figura altamente midiática. Aos 51 anos, a apresentadora ainda atrai a atenção das pessoas e da mídia. Todos foram beneficiados com a mudança, mas a dúvida, agora, é: como será a vida da Xuxa como marca?


Olá.

Passado o furor da notícia, uma das mais comentadas do mercado de TV e entretenimento, a contratação da apresentadora Xuxa Meneghel pela Rede Record siginifica muito mais do que uma nova emissora para ela, e sim o futuro de uma marca forte na indústria do entretenimento.

Xuxa ainda é uma figura altamente midiática. Aos 51 anos, a apresentadora mantém a atração da atenção das pessoas e da mídia como se estivesse no auge. Seu perfil no Facebook possuía, no momento em que digitava esse post, nos primeiros minutos de 16 de abril, 4.218.761 curtidas.

A capacidade de atração de holofotes e de repercussão de mídia começou a ser testada muito antes do anúncio oficial (e até algum tempo improvável), quando após 30 anos de TV Globo a apresentadora foi contratada pela Rede Record. 

A rumorosa contratação certamente está sendo observada por todos os concorrentes diretos, que se preparam para evitar derrotas no ibope. Por outro lado, anunciantes avaliam prós e contras de associar marcas a uma nova realidade.

Quando se analisa, mais detidamente, todo o processo de migração de Xuxa, é possível concluir que a Globo não ofereceu resistência e que todos foram beneficiados com a mudança, mesmo com perdas.

Para a Globo, a saída da Rainha dos Baixinhos representa uma economia bem-vinda num momento de contenção de despesas; para a Record, a contratação da loura pode ser dinheiro certo em caixa; para a Xuxa, uma nova chance de visibilidade, exposição e contratos; para o público, a oportunidade de vê-la em outras produções, com novos formatos.

A grande dúvida é: o que esperar da nova Xuxa? Como será a vida da Xuxa como marca?

segunda-feira, 13 de abril de 2015

TV: 5 máximas que norteiam a produção de uma atração

TV é audiência, custo, hábito, risco, linguagem



Olá.

A TV é uma das mais populares formas de entretenimento no Brasil. Assistir televisão é um hábito muito arraigado: uma pesquisa da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, divulgada em fevereiro deste ano, mostra que 95% das pessoas entrevistadas assistem TV e ficam expostos a essa mídia, em média, por 4:31 horas por dia, nos dias úteis, e por 4:14 horas nos fins de semana. 

A maior parte das pessoas assiste TV todos os dias da semana, com objetivo de se informar e de entretenimento.

Por isso, quem trabalha com televisão precisa ter em mente algumas premissas que ajudam na tomada de certas decisões. E quem observa esse mercado precisa conhecê-las para compreender a dimensão de determinadas iniciativas que as emissoras de TV adotam. 

Essas máximas são importantes porque por elas pode-se enxergar melhor quando determinadas produções entram ou saem de uma grade, ou ainda porque são reformuladas. Confira.

terça-feira, 31 de março de 2015

A cultura em tempos de crise


O que esperar desse ano, diante de um quadro tão confuso?

Olá.

Perdoe-nos por tanto tempo sem postar. De coração. E bem-vindos de volta.


O difícil momento econômico pelo qual passa o Brasil atualmente pode influir no mercado cultural? A resposta, infelizmente, é sim. Vivemos num quadro em que a economia do Brasil praticamente parou, e nesse contexto, certamente tornou a vida de empreendedores culturais mais difícil.

Sem querer entrar detalhadamente nas razões que levaram o país a enfrentar essa crise, o fato principal é que existe uma inflação maior e mais resistente do que nos últimos anos, de modo que a renda média das pessoas caiu.

E com menos renda, o dinheiro que sobra para gastar com cultura e entretenimento é menor. Por outro lado, quando o cenário começou a se mostrar mais adverso, empresários começaram a reavaliar investimentos, despesas e custos. 

O que esperar desse ano, diante de um quadro tão confuso?


domingo, 8 de março de 2015

O fã

Raramente o fã deixa seu ídolo na mão


Eles são apaixonados pelos seus ídolos
Olá.

O fã é uma pessoa apaixonada pelo seu ídolo e pelo que ele faz. Ele não vê defeitos e quando os vê, os perdôa. Ele faz esforços para estar perto de seu ídolo, sonha com ele, se imagina junto dele, mesmo quando a distãncia parece impossível. Fãs compram tudo sobre eles, os seguem nas redes sociais.

Não dá para explicar ao certo porque uma pessoa é fã. Às vezes é porque as mensagens nas músicas ou livros, por exemplo, são tocantes, trazem algo que seja importante para algumas pessoas, dizem algo de particular - eles se identificam.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Um desafio: fisgar a atenção das pessoas

Cada linguagem tem sua maneira ideal para prender a atenção de seu público

A atenção é única. Assistir um canal implica em abrir mão de outros

Olá

Na indústria cultural, concorremos pelo tempo e pelo dinheiro das pessoas. Não temos dinheiro para tudo e mesmo que sim, sejamos ricos (oba!), não podemos fazer tudo ao mesmo tempo. Podemos ler um livro e ver TV? Não. Podemos, sim, estar com o livro aberto e a TV ligada, mas a atenção não pode ser simultânea. É inerente do ser humano. Se desviamos o olhar da TV para o livro, deixamos de ver TV.

E, para ficarmos no exemplo da TV, numa grade de TV por assinatura, assistir a um determinado canal de filmes implica em deixar de assistir a outros tantos canais de filmes. A responsabilidade, neste caso, é de todos que participam da criação do produto cultural. Um guitarrista tem a mesma responsabilidade de um vocalista para a música ser de qualidade. Um ator deve ser muito bom em representar seu personagem, da mesma forma que o autor precisa ter um ótimo roteiro e a iluminação tem que ser bem cuidada.


domingo, 1 de março de 2015

Gilberto Gil, sobre axé, pagode e sertanejo: "oportuniza a capacidade de expressão, dá espaço para a expressão"

Há 16 anos, Gilberto Gil disse que emergência de músicas como axé, pagode e sertanejo deram oportunidade de acesso e de expressão a artistas ligados a esse gênero.

 "Eles estão fazendo a música deles. Qual é o problema? Eu não vejo problema nenhum nisso".
(Foto: Marcos Hermes - Divulgação do cantor)

Olá.

Recordar é viver.

Há quase 16 anos, no dia 1°de março de 1999, o cantor Gilberto Gil participou do programa Roda Viva, da TV Cultura, onde foi entrevistado por vários jornalistas. Uma das perguntas foi a da jornalista Lorena Calábria, que naquela época era apresentadora do programa Metrópolis, da própria Cultura.

A pergunta dela, em tom de afirmação, foi a seguinte: A axé music defende o seguinte argumento: pelo menos no Brasil, neste momento atual, a gente está ouvindo mais música brasileira na rádio do que nas décadas passadas, quando predominava a música americana.

A resposta do Gilberto Gil foi a seguinte:

"Um outro argumento é, por exemplo, a emergência de setores populares, não só no axé, mas no pagode, no sertanejo. Gente que não tinha espaço, gente humilde, gente pobre, da periferia social brasileira. A música brasileira era basicamente uma norma quase culta, era dominada pelos universitários; todos nós, eu, Caetano, Chico Buarque, Edu Lobo, os meninos do Rio, de Salvador, de Belo Horizonte, de São Paulo. 

Nas famílias de classe média, na pequena burguesia que tinha acesso à universidade, aquilo que eu estava falando, que sabíamos dos filósofos, sabíamos isso e aquilo, a informação de fora, que operavam aqui, os símbolos da modernidade, a quase pós-modernidade; enfim, e fizeram aquilo que chamaram de a boa música brasileira, e os poetas e Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes etc.

Enquanto isso tem um povaréu brasileiro, uma massa enorme de brasileiros na periferia das cidades, que estavam chegando, mal-educados, pouco educados, maltratados, sem hospital, sem isso, sem aquilo, mas cresceram, fizeram um milagre brasileiro de sobreviver, de sobreviverem. Não fazem parte das estatísticas da mortalidade infantil, venceram a mortalidade infantil do Brasil. Que se faz com eles? Axé music, música sertaneja, pagode etc. Eles estão fazendo a música deles. Qual é o problema? Eu não vejo problema nenhum nisso.

"Ah, mas o quê?" São meninos com escolaridade média baixa em muitos casos; então querem que eles escrevam sobre o quê? Sobre mecânica quântica, como eu? Não vão! Essa música oportuniza o acesso, oportuniza a capacidade de expressão, dá espaço para a expressão, dá dinheiro da renda para esse pessoal. Eles dominam a TV Globo, o SBT, entendeu? Preenchem o espaço, estão lá, aos sábados, no programa da Xuxa".

Leia também

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Serviço pago do YouTube sai em breve

O YouTube estima que deve lançar seu serviço de assinatura mensal de videos musicais em poucos meses, segundo informou recentemente a agência Reuters. Em novembro, o Google, dona do site de videos mais acessado do mundo, anunciou que cobrará inicialmente US$ 7,99 por mês, livre de anúncios.

A medida é aguardada pelo meio com muita expectativa, uma vez que sites streaming de música, como o Spotify, têm se tornado cada vez mais populares. O YouTube recebe mais de 300 horas de vídeo por minuto e tem cadastrado mais de 1 bilhão de usuários.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Plano Nacional de Música em consulta até 3 de abril

Interessados em participar da formação de um marco legal para a música têm até o dia 3 de abril para participar da consulta pública do Plano Nacional de Música, além de metas e diretrizes que vão balizar a formulação de políticas públicas para a área. A consulta foi reaberta para revisar linhas definidas em 2005 e reordenar o segmento.

Para mais detalhes e participar da consulta, acesse aqui.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Aprovados 506 projetos para captar via Lei Rouanet

A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), formada por representantes de secretarias do Ministério da Cultura, de entidades vinculadas ao Minc, da classe artística, empresarial e sociedade civil, aprovou 506 projetos culturais para captação pela lei Rouanet. O grupo analisou 531 projetos.

Na ocasião, foram empossados 16 novos integrantes e reconduzidos cinco membros. Proponentes com projetos indeferidos têm 10 dias corridos para entrar com recurso, a partir de 9 de fevereiro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Carlos Beyrodt vai gerir programas culturais no Minc

Carlos Beyrodt Paiva Neto foi nomeado na semana passada secretário de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) do Minc. Ele será o responsável pela gestão de programas culturais, como os da lei Rouanet e o Vale Cultura. Beyrodt substituirá Ivan Domingues das Neves. 

Carlos Paiva (crédito: Minc)

Formado em produção cultural pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), o novo secretário é especialista em Educação Estética, Semiótica e Cultura, Políticas Públicas e Gestão Governamental. 

Já o produtor cultural Leonardo Hernandes será diretor de Gestão de Mecanismos de Fomento da Sefic.

Leonardo Hernandes (crédito: Minc)

Veja 6 redes sociais que você deve estar para encontrar seu público

As pessoas estão cada vez mais conectadas e em busca de mais mobilidade digital. Diante de um quadro destes, não tem como ficar de fora de redes sociais

Pesquisa mostra que grande maioria dos brasileiros acessa a internet em busca das redes sociais (Foto: Thinkstock)

Olá. É inevitável: qualquer artista que queira formar ou aumentar público precisa estar presente nas redes sociais. Uma pesquisa recente realizada pela Fecomércio (RJ) com o Instituto Ipsos indicou que os brasileiros estão mais conectados a cada ano, em grande parte, por conta da expansão dos smartphones e a multiplicação de equipamentos portáteis. Dos entrevistados, 84,2% das intenções têm a finalidade de acessar às redes sociais. E 69,5% dos usuários de internet utilizam computadores de mesa, enquanto smartphones aparecem com 24,4%, tablets com 3,8% e notebooks 1,7%. Por outro lado, uma pesquisa feita entre 2012 e 2013 em cidades dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido revelou que o maior grupo de usuários de Pinterest, Facebook e Twitter estão numa faixa etária entre 35 e 54 anos. Usuários Pinterest são predominantemente do sexo feminino, enquanto que os de Facebook e Twitter são mesclados. Ou seja, as pessoas estão cada vez mais conectadas e em busca de mais mobilidade digital. Diante de um quadro destes, não tem como ficar de fora de redes sociais. Indicamos seis redes sociais que a presença é obrigatória quando se trata de formar públicos.


BNDES aprova R$ 4 milhões para Dana Filmes

O BNDES aprovou a concessão de apoio financeiro no valor de R$ 4 milhões para a produtora audiovisual Dana Filmes, que utilizará os recursos no desenvolvimento da carteira de negócios da empresa no período 2014-2018 e ao fortalecimento da estrutura de criação, comercialização e produção.

Serão beneficiados quatro projetos para cinema: o já concluído "Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho", cinebiografia do escritor lançada em agosto de 2014; "Hebe", baseado na vida da apresentadora Hebe Camargo; "Até o Fim do Mundo", que trata com humor da delicada relação mãe e filha; e "O Código da Vida", baseado no best-seller homônimo do jurista Saulo Ramos.

A empresa vai ainda adquirir uma ilha de edição, ampliar a gerência responsável pela captação de recursos, contratar produtores executivos de TV e cinema e formar equipe de produção e comercialização.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

RioContentMarket começa amanhã (25)

O RioContentMarket, evento realizado pela ABPITV, associação das produtoras independentes de conteúdo, terá início nesta quarta-feira, 26, na Barra da Tijuca. O evento acontece até sexta-feira, 27. Detalhes no site oficial.


Cultura Viva em debate

O Ministério da Cultura informou que o Grupo de Trabalho Cultura Viva vai se reunir amanhã (25) e quinta-feira (26) para debater a regulamentação da lei Cultura Viva.

A lei foi sancionada em julho passado, instituindo a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), que visa "estimular e fortalecer no Brasil uma rede de criação e gestão cultural com base nos Pontos de Cultura", segundo o Minc.

Os integrantes do GT também participarão de encontros com o secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), João Brant, com a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Ivana Bentes, e com o secretário de Articulação Institucional, Vinícius Wu.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A importância do relacionamento com a imprensa - as revistas (4)

Tão relevante como o jornal, a revista tem um diferencial em relação ao seu par impresso: seu conteúdo é menos perecível

No Brasil existem cerca de 4,7 mil títulos em circulação

Olá.

Nos posts anteriores, comentei a respeito da importância de se ter um relacionamento com a imprensa, destaquei como ela funciona, em geral, e abordei como se dá, em linhas gerais, o funcionamento de um jornal impresso. Agora, o foco é a revista. Tão relevante como o jornal, a revista tem um diferencial em relação ao seu par impresso: é menos perecível.

O mercado de revista passa por um momento de transição. A crise econômica e a mudança de hábitos, especialmente com a internet cada vez mais móvel, tem causado uma retração no setor revisteiro.

Dados mais recentes indicam que o Brasil é o sexto maior mercado global em número de títulos de revistas, com aproximadamente 4.700 títulos - deve haver alguma revisão, pois em 2014, alguns foram fechados ou migraram integralmente para a internet. Em 2013, circularam ao todo 382 milhões de exemplares de revistas - 9% a menos do que os 418 milhões de exemplares de 2012.

Arrisco dizer que 2014 pode ter mantido esse número, mas é um palpite. Outros dados, estes os mais recentes do Projeto Inter-Meios, indicam que entre janeiro e outubro de 2014 as revistas tiveram faturamento de cerca de R$ 1,2 milhão.

A informação é perecível: ela é nova enquanto você ainda não tomou conhecimento dela. Depois que você sabe do que se trata, a informação já ficou velha, pereceu. Nos jornais diários, o prazo de validade é de um dia. Nas revistas, a redação dos textos é feita obedecendo a enfoques que permitem um maior prazo de validade. Isso porque a periodicidade das revistas é maior. Elas podem ser semanais, quinzenais, mensais, bimestrais. Quanto maior o prazo, mais densas e frias são as reportagens.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

6 dicas relevantes para novos empreendedores culturais

 Empreendedorismo é mais do que abrir um próprio negócio: é criar uma opção de vida profissional que muda a sua vida e a de quem está em sua equipe

Trabalhe sem estresse (imagem: Wix)

Olá.

Na economia criativa, como em qualquer segmento de mercado, empreender é uma opção para poucos, seja por vocação, seja por oportunidade. Empreendedorismo é mais do que abrir um próprio negócio: é criar uma opção de vida profissional que muda a sua vida e a de quem está em sua equipe.

Num ambiente como o cultural e artístico, uma das melhores opções de vida é o do empreendedorismo, que nada mais é do que viver de sua própria criação, fazer da arte uma fonte de renda. São empreendedores tanto os sócios de uma grande produtora de cinema quanto o artesão que ganha a vida vendendo seus próprios quadros na praia, no verão.

E quem vive de criatividade tem um desafio ainda maior, que é o de produzir mais e melhor criações bem-sucedidas e de qualidade. Para que isso ocorra, é preciso que os empreendedores criativos estabeleçam um planejamento econômico e financeiro e disponha de uma estrutura que ofereça mais qualidade e produtividade.

Para ajudar a quem está nesse caminho, o VisibilidARTE compilou seis dicas para ajudar quem está começando nesse caminho. Bom proveito.

Seletiva - os principais fatos da semana - 09/02 a 15/02

Seletiva - a semana de 09/02 a 15/02
Excepcionalmente nesta quarta-feira de cinzas

Artes plásticas

Tomie Ohtake - O adeus de Tomie Ohtake, aos 101 anos, foi um dos principais assuntos das artes brasileiras. A artista plástica de 101 anos estava internada com pneumonia e respirava com ajuda de aparelhos.

Era considerada a grande dama da pintura nacional e dona de traços únicos, que relacionavam forma e cor. Chegou ao Brasil em 1936 e começou a pintar na década de 50, e também criou esculturas, com diversas obras em vários pontos da cidade de São Paulo, onde sempre viveu no país.

Produção Cultural

Edital - O BNDES divulgou sua lista de selecionados no edital que abriu para patrocínio de projetos culturais. Os projetos que receberão os recursos, entre março e agosto, são em total de 12, entre eventos musicais e literários.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vale-Cultura, tábua de salvação?

A política de formação incentivada de mercado é benéfica ao assegurar uma receita para um segmento que depende de recursos para viabilizar projetos caros e de retorno incerto. Isso não significa que o programa seja perfeito

Vale-Cultura, medida benéfica por incentivar o mercado 
(Crédito: Ministério da Cultura)


Olá. É longo, mas vale ler.


O Vale-Cultura foi uma das medidas mais comemoradas pela indústria cultural e pela classe artística em 2013, apesar de críticas quanto ao subsídio que o governo federal dará a quem aderir à iniciativa. O VisibilidARTE analisa, sem viés político, porque o Vale-Cultura é relevante para a indústria cultural de tal modo a ser celebrada como uma medida acertada, a ponto de deslanchar um segmento considerado de baixa dinâmica.

Não significa que o programa seja perfeito. Pelo contrário, ainda depende de alguns ajustes e da própria aceitação pelo mercado de trabalho, principalmente de que o vale é um benefício ao colaborador da empresa, complementar ao salário, como um vale-refeição ou um plano de saúde.

Recentemente, o governo federal divulgou que o Vale-Cultura já foi distribuído a quase 340 mil pessoas, o que corresponde a um volume de R$ 47,7 milhões utilizados na aquisição de produtos culturais desde janeiro do ano passado.

O que se pode afirmar é que a política de formação incentivada de mercado é benéfica ao assegurar uma receita para um segmento que depende de recursos para viabilizar projetos caros e de retorno incerto.

Em outras palavras: estamos falando de dinheiro líquido e certo.


Sai lista de selecionados de edital do BNDES

Olá.


O BNDES anunciou os projetos culturais que receberão o patrocínio da instituição entre março e agosto. A seleção pública apontou oito eventos musicais, com foco em música clássica e instrumental, e quatro de literatura, entre festas e feiras literárias.

O banco divulgou ainda que mantém patrocínio a 17 festivais de cinema, no período de abril a novembro Além disso, a Flip - Festa Literária Internacional de Paraty - e o Festival Mimo terão patrocínio. Veja quais foram as selecionadas.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Post amigo - Vantagens Reais de um Livro Digital

Olá.

Está pensando em escrever um livro e lançá-lo em plataforma digital? Saiba que um e-book, como é conhecido, tem suas vantagens. No seu blog, Fazer Comunicação, o escritor Roberto Tostes postou as vantagens de uma publicação digital. O texto tem um ano, mas ainda é atual e vale a leitura. 

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Vantagens Reais de um Livro Digital

Roberto Tostes

Acabei de lançar um livro digital.  Deu bastante trabalho - para editar e colocar no formato adequado  - mas o resultado e repercussão está superando minhas expectativas.

Livros de papel continuarão cumprindo sua função e tendo seu espaço, mas publicações digitais oferecem uma série de vantagens (não importa se pagas ou gratuitas):

1) Rapidez
A parte de projeto e elaboração editorial ainda conta muito mas ao ter o produto pronto é mais fácil e mais rápido lançar e distribuir.

2) Plataforma
Um livro digital pode ser lido em vários dispositivos – smartphone, computadores, iPads, tablets e leitores kindle, kobo e outros;

3) Atualização
Mesmo após publicado você pode aperfeiçoar, melhorar, corrigir e atualizar com muita agilidade.

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Leia o post na íntegra; clique aqui. O blog de Roberto Tostes também está relacionado nos Blogs Recomendados

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Vale-Cultura soma R$ 47,7 milhões utilizados desde janeiro do ano passado

Olá.

Informação do governo: o Vale-Cultura, benefício voluntário para as empresas, que consiste num cartão com crédito de R$ 50 mensais para produtos culturais, já atende a 339,6 mil pessoas, o que corresponde a uma utilização de R$ 47,7 milhões desde janeiro de 2014.

O setor editorial respondeu por 74% do consumo, ou R$ 35,2 milhões. Cinemas representaram 17% do total utilizado pelos usuários, ou R$ 8,1 milhões. Demais setores culturais representaram pouco mais de 10% do consumo.

Para concederem o Vale-Cultura, as empresas precisam aderir ao programa Cultura do Trabalhador, do Ministério da Cultura, e escolher uma operadora de cartão. Ao aderir, as empresas têm isenção fiscal sobre o valor do benefício e podem abater as despesas com o cartão até o limite de 1% do valor devido.

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Seletiva - os principais fatos da semana - 01/02 a 07/02

Olá.

Essa é uma experiência do VisibilidARTE, uma "versão beta": a coluna Seletiva - uma sinopse semanal com os principais assuntos do meio cultural. Vamos testar a publicação aos sábados ou aos domingos. Até o nome é provisório e pode mudar. 

Mas o que não muda é o compromisso de oferecer um conteúdo relevante para você. 

Bom proveito.

Seletiva - A semana de 01/02 a 07/02

Audiovisual - TV

Xuxa na Record - A notícia da semana foi o anúncio da Record de que fechou a negociação com a apresentadora Xuxa Meneghel para apresentar dois programas na emissora.  Especula-se que receberá um salário em torno de R$ 1 milhão e merchandising. Até este domingo, a apresentadora ainda não havia assinado o contrato, mas é questão de tempo, de acordo com a imprensa especializada.

O que importa: a nova casa da Xuxa representa novas oportunidades para profissionais da produção, considerando que ela terá dois programas. A grande dúvida, segundo os jornalistas especializados em televisão, é se a Xuxa ainda tem atratividade no mercado publicitário.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

A importância do relacionamento com a imprensa - o jornal impresso (3)

O jornal ainda é um dos principais meios para quem trabalha com artes e cultura possa divulgar seu projeto

Uma das mais antigas mídias, o jornal é um dos meios mais importantes


Olá.

O jornal é uma das mais antigas mídias, que ganhou força com a criação da prensa de Gutemberg, no século 17. No Brasil, ainda é uma das principais formas de informação da sociedade e objetivo de grande parte dos jornalistas que se formam a cada ano nas escolas de comunicação do país.

No Brasil, estão entre os jornais mais antigos do país o Diário de Pernambuco (1825), o Jornal do Commercio (1827) e O Estado de S. Paulo (1875). Pode-se contar aí o Jornal do Brasil, que é de 1891, mas possui apenas versão online desde 2010. 

O jornal impresso tem uma repercussão muito grande: apesar da emergência da internet e da onipresença da televisão, o jornal ainda tem uma aura de credibilidade. Como ainda existe uma cultura do "vale o que está escrito", o jornal ainda conquista leitores e garante exposição elevada.

Dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC, uma espécie de "ibope" dos jornais impressos) indicam que a circulação média diária de jornais auditados pela instituição girou na casa dos 4,5 milhões de exemplares entre 2011 e 2013. A circulação média total diária estimada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) ficou em torno de 8,7 milhões de exemplares - mas esse número vem caindo ao longo dos anos.

Cada vez mais, os jornais têm dedicado mais atenção para versões on-line, inclusive cobrando por acesso após um determinado número de matérias lidas, o chamado paywall poroso (falaremos dele em breve).

Hoje, pode-se dizer que o jornal ainda é um dos principais meios para quem trabalha com artes e cultura possa divulgar seu projeto, principalmente quando se conhece a rotina e os caminhos de um jornal.

Juca Ferreira propõe mudar Lei Rouanet

Em entrevista ao jornal O Globo, ministro diz que quer reduzir teto da renúncia fiscal e usar parte dos recursos para políticas públicas culturais.

Juca Ferreira, ministro da Cultura

Olá.

Principal instrumento de captação de recursos, atualmente, a Lei Rouanet entrou no radar do novo ministro da Cultura, Juca Ferreira. Para ele, é preciso mudar a lei, reduzindo o valor-teto da renúncia fiscal para 80%, ficando os 20% para o Fundo Nacional da Cultura, para a realização de políticas culturais públicas.

Isso porque, segundo ele, a maior parte dos recursos da Lei Rouanet são destinados para os estados de Rio de Janeiro e São Paulo, sendo a maior parte concentrada nas duas capitais, nas mãos de poucos produtores, que conseguem patrocínio com empresas que enxergam retorno para as respectivas marcas.

Veja a entrevista completa no O Globo, além da repercussão da proposta com representantes do setor cultural.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A importância do relacionamento com a imprensa - como ela funciona (2)

A notícia é a narração ou descrição de um fato. É uma forma de se contar uma história

Olá.

No primeiro post, destaquei a importância de se ter um relacionamento mais próximo e sólido com a imprensa, como forma de se estabelecer uma estratégia de divulgação. Entender um pouco do funcionamento da imprensa é dar um passo firme em direção a uma divulgação mais segura e sólida.

Para isso, é importante saber o que é exatamente do que estamos falando. Imprensa é o conjunto de veículos de comunicação e informação que têm como atividade básica o jornalismo. E jornalismo é a atividade de informar sobre fatos, notícias, acontecimentos que são ou podem ser importantes.

Sua majestade, as notícias

Ou seja, a notícia é a matéria-prima do jornalismo. Ela se destaca por ser relevante, inusitada, diferente, próxima de quem recebe a informação e principalmente nova. A notícia é a narração ou descrição de um fato - positivo ou negativo - que pode mudar a rotina de pessoas ou simplesmente atrair a atenção de quem se interessa por determinados assuntos. 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Porque jornalismo de celebridades é um eldorado

A onda não é recente, mas ganhou força com a popularização da internet, que abriu espaço para o surgimento de celebridades instantâneas, afoitas por serem reconhecidas pelas pessoas


Darlene, personagem de Déborah Secco em Celebridade: redações ajudam a criar novas personalidades de mídia

Olá.

É um número imenso de sites, blogs, revistas, colunas de jornal e programas de TV que tem feito do jornalismo de celebridades um filão mais que explorado. Mais do que acompanhar a agenda cultural ou artística, é cada vez maior o número de veículos que criam editorias (ou subeditorias) específicas apenas para acompanhar o dia a dia de celebridades, fora blogs e sites independentes ou ligados a publicações que são criados exatamente para esse fim.

As chamadas editorias de entretenimento têm como característica a publicação de amenidades, voltadas para o lazer e o repouso mental. São aquelas informações que servem de combustível para a mesa do bar ou para a conversa da fila do banco.

E para ter notícia é preciso "matéria-prima", ou seja, pessoas que estão dispostas à exposição ou pessoas públicas que estão fazendo alguma atividade fora do trabalho, algo corriqueiro, do tipo "gente como a gente", em situações como um dia na praia, compras no shopping ou aguardando um vôo.

São "flagras", "exclusivos", "polêmicas" e "gafes" que movimentam tal editoria, colocando em alguns casos profissionais e artistas em campos opostos. E sempre ressuscita a questão principal: quando o direito de informar não viola a privacidade das pessoas.

É preciso destacar que colunas de fofocas sempre existiram e além disso, nas principais cidades do país colunas sociais eram espaços muito lidos exatamente por causa dos bastidores das festas e dos eventos que ocorriam nos lugares mais concorridos. Quando a TV se popularizou, na década de 70, revistas sobre a TV sempre traziam notícias sobre detalhes da vida pessoal de artistas. 

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