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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Quem manda na música pop? André Barsinski diz quem é.

Denniz PoP - tema de livro

Olá.

Em 1992, um toca-fitas de carro defeituoso mudou a vida de um grupo composto por dois homens e duas mulheres na Suécia. Eles mandaram para o produtor musical também sueco chamado Dag Krister Volle, mais conhecido por Denniz PoP, uma fita demo com uma música que viria fazer sucesso - All That She Wants.

Como conta em seu blog, o jornalista André Barsinski relata que até o início dos anos 1990, as músicas que faziam sucesso nos Estados Unidos – e, por consequência, em quase todo o mundo – haviam sido compostas e produzidas, na maior parte, por norte-americanos e britânicos, “com a eventual aparição de um australiano aqui ou ali”.

Mas Denniz PoP produziu a banda porque ao ouvir a música por semanas, viu potencial para tal. Leia o post completo no blog de André Barsinski e conheça um pouco das bandas pop que fizeram muito sucesso na década de 90 e mudou, ainda que por um período, o mapa da indústria musical no mundo. Saiba também sobre o livro que mapeia os nomes de quem manda na música pop no mundo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Quem são os principais nomes do streaming?

Capítulo 4
No geral, o modelo de negócios é semelhante: assinantes pagos, com acesso irrestrito a acervos mediante mensalidade baixa, e gratuitos, que ouvem música de modo mais restrito e com publicidade

Cada vez mais a oferta de música digital cresce por meio do streaming
(Imagem: reprodução internet)

Olá.

Volto ao tema do streaming, depois de um bom tempo... E nos posts anteriores, você pôde ler um pouco sobre os conflitos dos artistas com as principais plataformas de streaming. Como você sabe, aqui no Brasil, músicos estão brigando para elevar a remuneração paga sob a rubrica direitos autorais pelas plataformas de streaming. A discussão não é restrita apenas ao nosso país - lá fora surgiu até mesmo uma nova marca para atender aos interesses dos cantores.

O streaming, para recordar, é uma plataforma baseada na internet em que os usuários se cadastram para ouvir de forma instantânea músicas selecionadas diante de um cardápio de opções, geralmente dividido por gêneros ou classes musicais (os chamados "estados de espírito"). Tecnicamente, a execução ocorre sem a necessidade de download, ou seja, não é preciso baixar o arquivo para o dispositivo em questão. Essa tecnologia está disponível para áudios e vídeos e ganhou força com a expansão da banda larga e dos smartphones.

Mas quem são os principais serviços de streaming? E o que diferencia cada site de música? No geral, o modelo de negócios é semelhante: há espaço para assinantes pagos, que têm acesso irrestrito ao acervo mediante uma mensalidade baixa, e assinantes gratuitos, que ouvem música de modo mais restrito em relação aos pagos - basicamente bancados com a veiculação de publicidade.

O que diferencia os serviços de streaming, basicamente é a oferta de músicas - alguns superam a marca de 20 milhões de títulos - e alguns pontos no modelo de negócios. A vantagem do streaming em relação à compra de downloads é que não é necessário armazenar os arquivos, o que favorece a quem ouve música por celulares e tablets.

Nos últimos anos, um número cada vez maior de pessoas tem deixado de lado os downloads, e seguido na direção do streaming e por isso, globalmente falando, esses serviços elevaram a receita da indústria fonográfica. E é exatamente pela característica do streaming que se pode controlar melhor o direito autoral.

Então, quem são os principais nomes do mercado de streaming?

Os serviços de streaming mais conhecidos são Spotify, Deezer e Rdio, mas outras iniciativas, como Google Play, ganham espaço. No Brasil, surgiu o Superplayer e existem outras iniciativas, mais antigas, nesse caminho. Veja abaixo os principais serviços de streaming de música disponíveis no Brasil.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cultura contra o racismo

Criado pelo jornalista, cantor, compositor e ativista Mombaça, o Vem Vencer pretende responder às ofensas deploráveis cada vez mais comuns.

Mombaça (a dir.), criador do Vem Vencer: arte para banir o racismo
(foto: Divulgação/Facebook)

Olá.

Recentemente dois casos brotaram na mídia, mas a prática lamentável tem se banalizado no Brasil. A jornalista Maria Julia Coutinho, que apresenta as previsões do tempo no Jornal Nacional, e o cantor de funk Nego do Borel foram hostilizados publicamente por serem negros. Ela teve seu perfil inundado de ofensas e desaforos - que foram rechaçados por uma onda de apoio muito grande. Ele ouviu em um show uma pessoa proferir palavras ofensivas e foi tomar satisfações, resultando numa confusão generalizada.

Há pouco mais de um ano, vimos uma torcedora do Grêmio ser flagrada xingando o goleiro Aranha, do Santos. Por sua atitude, sua casa foi depredada e sua vida tornou-se um problema. Vimos o jogador do Barcelona Daniel Alves responder a atitude deplorável de parte da torcida adversária de jogar bananas no campo, comendo uma delas antes de bater um escanteio.

Antes velado, o racismo (ou as manifestações mais acintosas), vem crescendo paulatinamente no Brasil, um dos últimos países a abolir a escravidão. E os dois casos mostram que não só há uma forte onda racista no país como muitos desafiam a lei ao manifestarem publicamente os mais mórbidos preconceitos - seja nas redes sociais, seja em locais públicos. E racismo é um crime inafinaçável.

Em junho de 2014, uma iniciativa bem legal surgiu para responder à onda de racismo contra jogadores de futebol profissional, tendo como pano de fundo a realização, aqui, da Copa do Mundo, a fim de criar um ambiente de reflexão sobre essa prática ainda comum, infelizmente. O Vem Vencer foi criado pelo jornalista, cantor, compositor e ativista Mombaça e contou com apoio de artistas e voluntários.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Entenda a briga entre Google e artistas musicais

Capítulo 3 - Davi x Golias?

O dono do YouTube, e a Ubem, que representa editoras musicais, 
tentam mas não chegam a acordo sobre valores de direitos autorais

Olá.


Nos posts anteriores mostramos que os artistas estão lutando contra plataformas de streaming por melhor remuneração pelos direitos autorais no Brasil. A discussão ficou mais forte no país por causa de um artigo do empresário Carlos Tarum sobre o pagamento pelo Spotify, principal plataforma, em que levanta a questão ao destacar que os artistas vêem um baixo repasse a eles, enquanto a plataforma afirma que repassa 70% de sua receita para as gravadoras. Em paralelo, o Google buscou ajuda judicial para debater a questão do pagamento dos direitos autorais, ao não conseguir acordo com músicos.


O caso do Google - empresa que tem entre suas plataformas de conteúdo o Blogger, do qual faz uso este blog - é mais antigo e ainda não teve desfecho. O mais recente foi o pedido feito em meados de abril pelo Google para que a Justiça auxiliasse na discussão sobre o pagamento de direitos autorais.

Neste caso, o passo mais recente aconteceu na semana passada, quando a Justiça decidiu que todo músico tem direito a pedir, no Judiciário, a retirada de vídeos do YouTube que tenham canções de sua autoria, segundo informações do site Consultor Jurídico. A Ubem, no entanto, não poderá fazê-lo até que seja decidida a forma como a associação receberá do Google os direitos autorais referentes a seus filiados. Além disso, uma liminar retirou o sigilo judicial do processo.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

BNDES recebe propostas de projetos musicais e literários

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu na terça-feira, 12 de maio, inscrições para o segundo período de seleção de eventos música e de literatura, que serão realizados entre 1º de setembro e 28 de fevereiro próximos.

As propostas, segundo o banco, serão recebidas até o dia 12 de junho e os projetos selecionados devem ser divulgados em julho.

Segundo o BNDES, suas ações de patrocínio são voltadas a festivais, feiras e espetáculos musicais, especialmente música clássica e instrumental.

No campo literário, os recursos são direcionados para feiras, festas e eventos literários.

Para enviar as propostas, clique aqui.

E não deixe de conferir na aba "Empresas que abrem EDITAIS", lá em cima, a relação de companhias que abrem espaço para receber propostas de projetos culturais. Eventualmente esta lista é atualizada com novos nomes.

domingo, 3 de maio de 2015

Músicos x streaming: quem lidera as batalhas contra as plataformas

Capítulo 2 - quem está nessa guerra

Quem lidera a disputa entre artistas e streaming no Brasil.

Dois casos no exterior mostram que a vida das plataformas musicais talvez não seja tão fácil como se imagina


Ringue de boxe: analogia para as disputas entre artistas e plataformas musicais

Olá.

No primeiro post sobre a questão, introduzimos a pendenga entre artistas e empresas de streaming musical, tendo como ponto central a baixa remuneração por esses serviços, especialmente o Spotify. Destacamos que a discussão não está restrita apenas ao Brasil, mas sim em diversos países. Explicamos sucintamente o que é o serviço de streaming e quais são os principais serviços.

Vamos, agora, para o segundo capítulo do tema: quem lidera a disputa no Brasil. Veremos também dois casos no exterior que mostram que a vida das plataformas talvez não seja tão fácil como se imagina, a depender dos artistas.

Como vimos, um artigo do empresário Carlos Taram, pós -graduando da FGV, levantou a bola, ao afirmar que um dos maiores problemas dos serviços de streaming é a falta de transparência com relação aos valores pagos.

Em paralelo, o Google entrou com ação na Justiça brasileira contra o pagamento de direitos autorais - o que vamos abordar mais detidamente no próximo post.

Quem está do atuando ativamente lado dos de quem compõe, passa horas nos estúdios, cria melodias, ou seja, está totalmente e diretamente envolvido no processo criativo são basicamente três grupos: a Associação Procure Saber, o GAP - Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música e a União Brasileira de Músicos (UBEM).


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Músicos x streaming - uma luta nada fácil

Capítulo I

No Brasil e no mundo, a música digital vive um momento singular: enquanto a pirataria perde espaço para o download legal e o streaming, artistas lutam por uma remuneração que considerem mais justa.

Música no celular: streaming sob pressão de cantores e autores

Olá.


No Brasil e no mundo, a música digital vive um momento singular: enquanto a pirataria perde espaço para o download legal e o streaming, artistas lutam por uma remuneração que considerem mais justa. Nessa linha, cresce o debate sobre direitos autorais para músicos devido à adesão cada vez maior de pessoas a serviços de streaming. Uma luta nada fácil.

Um estudo do Centro de Inteligência Competitiva para Parques Tecnológicos, a pedido da Secretaria da Ciência e Tecnologia de Pernambuco, citou dados de um levantamento anual da International Federation of the Phonographic Industry, segundo os quais o mercado global da música registrou crescimento de receita totais em 2012 – que combinam vendas digitais e físicas – para  US$ 16,5 bilhões, sendo que downloads e assinaturas somaram quase US$ 6 bilhões.

Em paralelo, o estudo frisa a queda nas vendas físicas (CDs e DVDs, por exemplo). O ponto central, nesse contexto, é a discussão sobre a remuneração dos serviços de streaming a cantores e compositores. O tema não é novo, e nem exclusivo do Brasil, entretanto, por aqui a discussão ganhou força com a decisão do Google de recorrer à Justiça contra o pagamento de direitos autorais pela execução de músicas no YouTube

Em paralelo, o debate ganhou peso mesmo por causa do artigo "Precisamos conversar sobre streaming", de Carlos Taran, empresário de músicos, disponível no SlideShare (o documento encontra-se disponível no fim do post). 

Quem não está a par dessa discussão ou não entende nada das modernidades digitais, o blog pretende ajudar a "arrumar os pensamentos", "alinhar os cartuchos", numa série de posts sobre o tema, num momento em que segmentos culturais debatem novas formas de receita diante dos novos paradigmas de comunicação, entretenimento, informação e lazer.

domingo, 1 de março de 2015

Gilberto Gil, sobre axé, pagode e sertanejo: "oportuniza a capacidade de expressão, dá espaço para a expressão"

Há 16 anos, Gilberto Gil disse que emergência de músicas como axé, pagode e sertanejo deram oportunidade de acesso e de expressão a artistas ligados a esse gênero.

 "Eles estão fazendo a música deles. Qual é o problema? Eu não vejo problema nenhum nisso".
(Foto: Marcos Hermes - Divulgação do cantor)

Olá.

Recordar é viver.

Há quase 16 anos, no dia 1°de março de 1999, o cantor Gilberto Gil participou do programa Roda Viva, da TV Cultura, onde foi entrevistado por vários jornalistas. Uma das perguntas foi a da jornalista Lorena Calábria, que naquela época era apresentadora do programa Metrópolis, da própria Cultura.

A pergunta dela, em tom de afirmação, foi a seguinte: A axé music defende o seguinte argumento: pelo menos no Brasil, neste momento atual, a gente está ouvindo mais música brasileira na rádio do que nas décadas passadas, quando predominava a música americana.

A resposta do Gilberto Gil foi a seguinte:

"Um outro argumento é, por exemplo, a emergência de setores populares, não só no axé, mas no pagode, no sertanejo. Gente que não tinha espaço, gente humilde, gente pobre, da periferia social brasileira. A música brasileira era basicamente uma norma quase culta, era dominada pelos universitários; todos nós, eu, Caetano, Chico Buarque, Edu Lobo, os meninos do Rio, de Salvador, de Belo Horizonte, de São Paulo. 

Nas famílias de classe média, na pequena burguesia que tinha acesso à universidade, aquilo que eu estava falando, que sabíamos dos filósofos, sabíamos isso e aquilo, a informação de fora, que operavam aqui, os símbolos da modernidade, a quase pós-modernidade; enfim, e fizeram aquilo que chamaram de a boa música brasileira, e os poetas e Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes etc.

Enquanto isso tem um povaréu brasileiro, uma massa enorme de brasileiros na periferia das cidades, que estavam chegando, mal-educados, pouco educados, maltratados, sem hospital, sem isso, sem aquilo, mas cresceram, fizeram um milagre brasileiro de sobreviver, de sobreviverem. Não fazem parte das estatísticas da mortalidade infantil, venceram a mortalidade infantil do Brasil. Que se faz com eles? Axé music, música sertaneja, pagode etc. Eles estão fazendo a música deles. Qual é o problema? Eu não vejo problema nenhum nisso.

"Ah, mas o quê?" São meninos com escolaridade média baixa em muitos casos; então querem que eles escrevam sobre o quê? Sobre mecânica quântica, como eu? Não vão! Essa música oportuniza o acesso, oportuniza a capacidade de expressão, dá espaço para a expressão, dá dinheiro da renda para esse pessoal. Eles dominam a TV Globo, o SBT, entendeu? Preenchem o espaço, estão lá, aos sábados, no programa da Xuxa".

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Plano Nacional de Música em consulta até 3 de abril

Interessados em participar da formação de um marco legal para a música têm até o dia 3 de abril para participar da consulta pública do Plano Nacional de Música, além de metas e diretrizes que vão balizar a formulação de políticas públicas para a área. A consulta foi reaberta para revisar linhas definidas em 2005 e reordenar o segmento.

Para mais detalhes e participar da consulta, acesse aqui.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vale-Cultura, tábua de salvação?

A política de formação incentivada de mercado é benéfica ao assegurar uma receita para um segmento que depende de recursos para viabilizar projetos caros e de retorno incerto. Isso não significa que o programa seja perfeito

Vale-Cultura, medida benéfica por incentivar o mercado 
(Crédito: Ministério da Cultura)


Olá. É longo, mas vale ler.


O Vale-Cultura foi uma das medidas mais comemoradas pela indústria cultural e pela classe artística em 2013, apesar de críticas quanto ao subsídio que o governo federal dará a quem aderir à iniciativa. O VisibilidARTE analisa, sem viés político, porque o Vale-Cultura é relevante para a indústria cultural de tal modo a ser celebrada como uma medida acertada, a ponto de deslanchar um segmento considerado de baixa dinâmica.

Não significa que o programa seja perfeito. Pelo contrário, ainda depende de alguns ajustes e da própria aceitação pelo mercado de trabalho, principalmente de que o vale é um benefício ao colaborador da empresa, complementar ao salário, como um vale-refeição ou um plano de saúde.

Recentemente, o governo federal divulgou que o Vale-Cultura já foi distribuído a quase 340 mil pessoas, o que corresponde a um volume de R$ 47,7 milhões utilizados na aquisição de produtos culturais desde janeiro do ano passado.

O que se pode afirmar é que a política de formação incentivada de mercado é benéfica ao assegurar uma receita para um segmento que depende de recursos para viabilizar projetos caros e de retorno incerto.

Em outras palavras: estamos falando de dinheiro líquido e certo.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Música se movimenta para melhorar receita

Acabou a era da receita fácil com CDs. É preciso mais ações, mais exposição, mais criatividade e, principalmente, mais relacionamento para vender mais música.

Olá.

Há 20 dias, aproximadamente, o iG publicou uma reportagem sobre a busca de alternativas pela indústria musical para gerar mais receita. As iniciativas incluem ações de contato direto com fãs, vendas de itens colecionáveis, kits exclusivos e ingressos com acesso à passagem de som, entre outros pontos.

A matéria trata de iniciativas no exterior e apresenta alguns cases brasileiros.

É fato: acabou a era da receita fácil com CDs. Não basta apenas pensar em shows e DVDs. É preciso mais ações, mais exposição, mais criatividade e, principalmente, mais relacionamento para vender mais música. A concorrência pelo dinheiro e pela atenção das pessoas está cada vez mais acirrada.

E o caso da música é o mesmo de qualquer linguagem artística.

Twitter: @visibilidarte
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