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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vale-Cultura, tábua de salvação?

A política de formação incentivada de mercado é benéfica ao assegurar uma receita para um segmento que depende de recursos para viabilizar projetos caros e de retorno incerto. Isso não significa que o programa seja perfeito

Vale-Cultura, medida benéfica por incentivar o mercado 
(Crédito: Ministério da Cultura)


Olá. É longo, mas vale ler.


O Vale-Cultura foi uma das medidas mais comemoradas pela indústria cultural e pela classe artística em 2013, apesar de críticas quanto ao subsídio que o governo federal dará a quem aderir à iniciativa. O VisibilidARTE analisa, sem viés político, porque o Vale-Cultura é relevante para a indústria cultural de tal modo a ser celebrada como uma medida acertada, a ponto de deslanchar um segmento considerado de baixa dinâmica.

Não significa que o programa seja perfeito. Pelo contrário, ainda depende de alguns ajustes e da própria aceitação pelo mercado de trabalho, principalmente de que o vale é um benefício ao colaborador da empresa, complementar ao salário, como um vale-refeição ou um plano de saúde.

Recentemente, o governo federal divulgou que o Vale-Cultura já foi distribuído a quase 340 mil pessoas, o que corresponde a um volume de R$ 47,7 milhões utilizados na aquisição de produtos culturais desde janeiro do ano passado.

O que se pode afirmar é que a política de formação incentivada de mercado é benéfica ao assegurar uma receita para um segmento que depende de recursos para viabilizar projetos caros e de retorno incerto.

Em outras palavras: estamos falando de dinheiro líquido e certo.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Juca Ferreira propõe mudar Lei Rouanet

Em entrevista ao jornal O Globo, ministro diz que quer reduzir teto da renúncia fiscal e usar parte dos recursos para políticas públicas culturais.

Juca Ferreira, ministro da Cultura

Olá.

Principal instrumento de captação de recursos, atualmente, a Lei Rouanet entrou no radar do novo ministro da Cultura, Juca Ferreira. Para ele, é preciso mudar a lei, reduzindo o valor-teto da renúncia fiscal para 80%, ficando os 20% para o Fundo Nacional da Cultura, para a realização de políticas culturais públicas.

Isso porque, segundo ele, a maior parte dos recursos da Lei Rouanet são destinados para os estados de Rio de Janeiro e São Paulo, sendo a maior parte concentrada nas duas capitais, nas mãos de poucos produtores, que conseguem patrocínio com empresas que enxergam retorno para as respectivas marcas.

Veja a entrevista completa no O Globo, além da repercussão da proposta com representantes do setor cultural.
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