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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O que é viver de arte?

Viver da criatividade foi uma decisão de cerca de 866 mil pessoas, empregadas ou empreendedoras que têm a criação como matéria-prima. segundo dados da Firjan, de 2010.

Olá. Uma das situações mais conflituosas, dolorosas e inseguras que vivemos é a escolha da nossa profissão. Muitos de nós devem se lembrar como foi esse processo de escolha e decisão. Principalmente a aceitação por parte de quem nos cerca. É natural. Somos bombardeados todos os dias com uma artilharia pesada de informações sobre ser bem sucedido, ter a ocupação ideal, fazer o que se gosta (e viver bem), sobre estabilidade, entre outras coisas. Mas alguns mitos que alimentamos precisam ser derrubados. Até porque nem todas as escolhas corresponderão a bons salários ou reconhecimento das pessoas. Há profissões que desmotivam quando se olha o contracheque. Pensem nos professores de um modo geral, assistentes sociais, motoristas, enfermeiros, bombeiros, que escolhem tais profissões muito mais pelo prazer pessoal ou por outras motivações do que propriamente dinheiro. Não significa que ninguém possa ter uma melhor remuneração - professores podem dar aulas particulares, por exemplo. Nas no geral, é a motivação, e principalmente, o conjunto de características de cada pessoa que dita as escolhas. Já conheci casos de pessoas que escolheram ser taxistas pela sensação de liberdade que ela proporciona. Já soube de casos de pessoas que gostam de lidar com máquinas e equipamentos pela habilidade em consertar defeitos e lidar com ferramentas. Há muitos que querem ser professores porque gostam de lidar com crianças e adolescentes e são "viciados" em vê-los se desenvolverem. E há quem não escolheu nenhuma área: trabalha em determinados segmentos por força das circunstâncias. Quem escolheu viver de artes, cultura, entretenimento e cia precisa saber que integra um mercado que compõe a chamada economia criativa - nicho que, estima-se, movimenta dezenas de bilhões de reais por ano e emprega o mesmo que a população de muitas cidades médias. Viver da criatividade foi uma decisão de cerca de 866 mil pessoas, empregadas ou empreendedoras que têm a criação como matéria-prima. segundo dados da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) de 2010. Dados do IBGE, também de 2010, apontam para a movimentação de R$ 104 bilhões de reais pela indústria criativa no Brasil, contribuindo para cerca de 2,8% do Produto Interno Bruto daquele ano. 


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